

Mitra e Pálio
Logo acima do brasão, está a Mitra Episcopal, chapéu usado pelos bispos. Feita de prata, decorada em ouro e marcada por cruzes vermelhas, ela é sinal da autoridade e missão do arcebispo.
Junto dela, vemos o Pálio, uma faixa branca com cruzes pretas, que representa a união do Arcebispo de Joinville com o Papa e com toda a Igreja no mundo.

Cruz e Báculo
À direita, vemos a Cruz de Lorena (cruz com duas barras horizontais), própria das arquidioceses.
À esquerda, o Báculo de Ouro, sinal do cuidado pastoral do arcebispo.
Juntos, formam uma cruz de Santo André (em formato de X).

Vermelho e a faixa mural
O fundo do escudo é vermelho, cor intensa que lembra a paixão e o sangue derramado por Cristo pela salvação da humanidade.
Sobre esse campo vermelho está uma faixa mural de prata, como um muro de pedra, simbolizando Joinville e as cidades da Arquidiocese, todas protegidas como por muralhas, sob a fortaleza da fé e a proteção do padroeiro São Francisco Xavier.

Livro e bordão
No alto do escudo há um livro dourado, aberto, mostrando duas letras: Alfa e Ômega, a primeira e a última letra do alfabeto grego. Essas letras lembram que Cristo é o princípio e o fim de todas as coisas.
Abaixo do livro, aparece um bordão prateado, um cajado de peregrino, símbolo daqueles que levam a fé a todos os cantos, como fez São Francisco Xavier, missionário incansável.

Cruzes
Ao lado do livro e do bordão, brilham duas cruzes de setas, de prata. Essas cruzes não são simples ornamentos: elas representam as missões de São Francisco Xavier.
Suas pontas aguçadas apontam para todas as direções, mostrando que o Evangelho deve chegar a todos os povos da terra.

Mantel
Na parte inferior do escudo, há o mantel azul, que lembra a fundação de Joinville em terras doadas como dote a Dona Francisca de Bragança, irmã de Dom Pedro II, casada com o Príncipe de Joinville. O brasão, assim, liga a cidade à história do Brasil e da França.
O triângulo simboliza igualmente a família humana, Igreja doméstica e a família divina, a mais perfeita, composta por Deus Pai e Filho e Espírito Santo, refletindo, após o Concílio Vaticano II, a Igreja vivida em comunhão e participação.

Flor-de-lis, coroas e alianças
Dentro do mantel azul, está a delicada flor-de-lis dourada, símbolo da monarquia francesa, mas também de Maria, Mãe de Deus, chamada na tradição cristã de “Lírio de Jessé”, puro e belo.
Abaixo dela, vemos duas coroas douradas ligadas por alianças entrelaçadas, representando as núpcias reais dos Príncipes de Joinville. O contorno verde e dourado do mantel evoca as cores da Casa Imperial do Brasil, unindo passado histórico e fé.
Insígnias: À direita, Cruz de lorena com duas hastes horizontais, próprio para as arquidioceses e, à esquerda, báculo de ouro, timbrando o brasão em forma de cruz de santo André, ou seja, decussados. O conjunto recebe sobre o brasão uma mitra episcopal preciosa de argente (prata), bordeada, titulada e circundada de metal jalde. Em título, três cruzes em goles (vermelho), em círculo três cruzes em goles e, em cada ínfula, uma cruz em goles. Sob a mitra episcopal, o pálio, símbolo da missão pastoral e da comunhão do arcebispo metropolitano com a Santa Sé.
Escudo: Campo de vermelho com uma faixa mural de prata, rebaixada e lavrada de preto. Sobre o campo vermelho, um livro de ouro, no centro do chefe, aberto, com duas páginas de prata, trazendo na primeira página um Alfa e na segunda página, um Ômega, ambos de vermelho; sob o livro, um bordão de prata posto em pala. O livro e o bordão estão flanqueados por duas cruzes de setas com os pés aguçados, de prata, brocante sobre o campo vermelho e a faixa murada, um mantel de azul com perfis de verde e de ouro. Dentro do mantel, uma flor-de-lis encimando duas coroas de príncipes ligadas por duas alianças entrelaçadas, sendo tudo de ouro. Sob o escudo um listel de jalde, forrado de prata, com a inscrição do nome da arquidiocese.
Dois aspectos imutáveis constituem a representação heráldica da Arquidiocese de Joinville. O primeiro motivo, religioso, é vinculado ao Padroeiro São Francisco Xavier (1506-1552). Um Santo Missionário que está simbolizado pela Bíblia Sagrada e no seu bordão (cajado), instrumentos pessoais do Peregrino Jesuíta, Confessor e Catequista. O Papa Pio X o declarou “Padroeiro das Missões”, juntamente com Santa Terezinha do Menino Jesus. Estas missões de São Francisco Xavier estão aludidas nas duas cruzes de setas, de prata, cheias de vermelho, com uma cruz interior e de pé aguçado. São cruzes de Missões cujas setas indicam a fé de quem é enviado em nome de Deus e, os pés das cruzes aguçados, indicam poderem ser firmadas em qualquer quadrante da terra: “Ide pregai o Evangelho a todas as criaturas”. São de prata por levarem a paz e o amor a todos. A faixa murada identifica a cidade sede e todas as demais que formam a Arquidiocese, protegida pela fortaleza do Santo Padroeiro. O outro motivo é histórico da cidade sede é o mantel azul, que traduz a sua fundação, cujo sítio foi doado, como dote, pela Assembleia Legislativa Nacional a Dona Francisca de Bragança, irmã do Imperador Pedro II, por ocasião de seu casamento com o Príncipe de Joinville, filho do Rei Luiz Filipe I da França. O triângulo simboliza igualmente a família humana, Igreja doméstica e a família divina, a mais perfeita, composta por Deus Pai e Filho e Espírito Santo, que, sobretudo, após o Concílio Vaticano II, se constituíram como o modo de ser da Igreja marcada pela comunhão e participação. A flor-de-lis de ouro não é só alusiva à monarquia francesa, mas é, sobretudo, o símbolo de Maria, Mãe de Deus e nossa, o lírio de Deus, a “flor de Jessé”. As coroas e as alianças de ouro querem retratar as núpcias dos Príncipes de Joinville. O mantel é, ainda, filetado de cor verde e dourada, que é o amarelo heráldico, símbolos da Casa Imperial do Brasil.