Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, conhecido popularmente como Frei Galvão, foi o primeiro santo brasileiro a ser canonizado pela Igreja Católica, em 11 de maio de 2007, pelo Papa Bento XVI durante uma visita ao Brasil. Humilde e prestativo, ele dedicava sua vida aos mais necessitados espiritualmente e financeiramente.
Nascido em Guaratinguetá, estado de São Paulo, em 1739, seu pai era português, capitão-mor da Vila, e sua mãe bisneta do bandeirante Fernão Dias Paes. Aos 13 anos, Galvão foi estudar com os jesuítas, a mando do pai, onde também já se encontrava seu irmão José.
Entretanto, a perseguição movida contra a Ordem pelo Marquês de Pombal, obrigou que seu pai o aconselhasse a entrar para a Ordem Franciscana, no convento de Taubaté. Aos 16 anos, fez o noviciado, em Cachoeira de Macacu (RJ), onde foi ordenado sacerdote com 23 anos.
Mais tarde, foi transferido para o Convento de São Francisco, em São Paulo, onde concluiu os estudos e foi nomeado pregador, confessor dos leigos e porteiro do convento.
Uma das suas maiores contribuições foi a fundação do Mosteiro da Luz, em parceria com a Irmã Maria Helena do Espírito Santo, em 1774, na cidade de São Paulo. A projeção do convento foi feita pelo próprio Frei Galvão. Doações e esmolas da população foram essenciais para a construção.
Dedicado à Ordem da Imaculada Conceição, o mosteiro representa uma das maiores realizações da vida do santo. Atualmente, o local é mantido pelas Irmãs Concepcionistas, continuando a ser uma importante construção de São Paulo.
Pílulas milagrosas de Frei Galvão
As pílulas milagrosas de Frei Galvão ficaram famosas a partir de um episódio da vida pastoral do santo: uma jovem que enfrentava um parto complexo e corria risco de vida estava desesperada. Com medo, sua família pediu ajuda a Frei Galvão, conhecido pela sua santidade e pela ajuda aos mais pobres.
Sem a disponibilidade de recursos médicos, Galvão recorreu a algo simples, mas extremamente milagroso: escreveu uma pequena oração em latim em três pedaços de papel, dobrou em forma de pílulas e pediu que fossem dados à mulher, que as ingeriu com fé.
Curada após tomar as pílulas, a mulher conseguiu dar à luz sem qualquer complicação. O relato se espalhou tanto que as pílulas logo começaram a fazer sucesso entre os fiéis. Com isso, Frei Galvão passou a produzir as pílulas para outras pessoas necessitadas.
O “remédio milagroso” contava com uma oração: “Post partum Virgo, inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis” — “Depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercede por nós.”
Muitas mulheres que enfrentavam problemas uterinos passaram a recorrer às pílulas. Milagrosamente, após a ingestão, elas conseguiram engravidar e dar à luz aos seus bebês, que superaram condições extremas. Os relatos geram devoção até hoje e muitas pessoas ainda recorrem às pílulas que, atualmente, são feitas pelas Irmãs Concepcionistas, em São Paulo.
Fonte: Vatican News, Biblioteca Católica e Franciscanos.
