A Paróquia
A Paróquia
Esta comunidade nasceu, com uma sementinha jogada pelos Missionários da Congregação Vicentina, aproximadamente no ano de 1958/1959 quando foram realizadas Missões tendo como local a Escola Tenente Ary Rauen, bairro Vila Ivete, quando foi plantada a Cruz das Missões. Mais tarde, esta cruz foi trazida, em grande procissão para o local, onde hoje está a Matriz. Esta semente foi regada pela mão firme do saudoso Padre José Damek e também Padre Aloízio Deina Goch, e com o empenho de pessoas que se doaram totalmente, com muito sacrifício, e por longos anos, foi construída a Igreja Matriz que tem como Padroeira Nossa Senhora das Graças.
O terreno para a Matriz foi adquirido em 1964 e em 1981 foi comprado mais um lote de 550 metros perfazendo um total de 4.550 metros quadrados.
Em 23/02/1964 – Foi realiza a 1ª festa para a Comunidade, no Pátio da Escola Tenente Ary Rauen.
Em 23/05/1965 – Foi lançada oficialmente a Pedra Fundamental para a Construção da então Capela N. Sra. das Graças.
Em 28/08/1966 – Foi inaugurado o Salão de Festas e Benção da Imagem de Nossa Senhora das Graças.
Em 16/04/1972- Foi inaugurada a cobertura da Igreja e em 03/06/1973 – Dado por concluído o reboco das paredes da Igreja. Em 14/04/1974 – foi inaugurado a 1ª aparelhagem de som – Doação da Alemanha.
Em 10/09/1978 – Instalação Solene do Santíssimo Sacramento, com participação, entusiasmo e felicidade da População.
A obra da Construção da Matriz foi concluída no ano de 1979 com 817 metros quadrados de área construída em alvenaria com aproximadamente 550 lugares (sentados). Da planta original, foi deixado de lado a torre com o sino que será mais tarde construída.
No ano 1987 foi deliberado a construção de uma casa em alvenaria, pois havia a possibilidade da comunidade de tronar-se paróquia tendo em vista o crescimento da população e várias novas vilas se formando no bairro. Em setembro de 1989, com recursos advindos de promoções realizadas, como sempre, com grande dificuldade, foi construída a casa que hoje abriga a secretaria e a casa paroquial.
Em 25/10/2003 às 17:00 horas, Dom Orlando Brandes, celebrou a Missa de instalação da nova paróquia com a Posse do 1º Pároco – Pe. Mário Hack, a nova Paróquia está composta de 12 comunidades.
Em 11/09/2005, com a transferência do Padre Mário Hack, Dom Orlando Brandes deu posse ao Administrador paroquial, Padre Fernando Gonçalves, padre Diocesano.
Em 23/02/2006, assumiu a Paróquia o Pe. Jozef Tomaszko - MIC, e vigário Pe. Tadeu da Silva - MIC, dando início aos trabalhos da Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição em nossa Paróquia.
Em 03/02/2008, assumiu a Paróquia o Pe. Andrzej (André) Lach, MIC – da Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição.
Em 17/01/2014, assumiu a Paróquia o Pe. Mateus Jastrzebski – MIC - da Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição.
Em 07/12/2014, encerrando os trabalhos da congregação dos Padres Marianos em nossa Paróquia, retornando os trabalhos aos padres Diocesanos assumiu a Paróquia Nossa Senhora das Graças o Pe. Vilnei Carlos Pscheidt.
Padre Vilnei permaneceu na Paróquia Nossa Senhora das Graças até Janeiro de 2021. Iniciou a reforma da Igreja Matriz em 2020, a qual foi interrompida em virtude da Pandemia do Covid19, e também pelo não retorno da empresa ora contratada nos serviços da reforma, sendo as Missas celebradas no Salão Paroquial da Comunidade Matriz.
Em 07/02/2021, toma posse como novo Pároco Padre Everton James Klapouch, ainda em plena Pandemia e com recursos financeiros limitados para dar andamento na obra de reforma da Igreja Matriz. Com sua experiência pastoral e administrativa, com muita empatia e caridade com a comunidade bastante carente, Padre Everton, aos poucos foi conquistando seus paroquianos e retomando a reforma da Igreja Matriz. Com ajustes do projeto inicial e assistência técnica da Engenheira Civil e nova Construtora, deu-se o reinício da reforma no segundo semestre de 2022.
Em 04/05/2024, após conclusão da reforma do piso, tivemos o retorno das Missas na Igreja. Momento muito especial, mas ainda muito por fazer. Houve a Campanha dos Vitrais (Janelas) todas doadas por famílias paroquianas.
Em 31/08/2025, após colocação dos Vitrais e reforma do forro, iluminação, pintura interna e reforma dos bancos, mais uma vez, retornamos com as Missas na Matriz (que por 3 meses foram transferidas para serem celebradas na Capela Sagrada Família). Para o ano de 2026, continuando a reforma, teremos o desafio da Torre, parte frontal da Igreja e Pintura externa, além do término das sacristias.
O Padroeiro
Em uma tarde de sábado, no dia 27 de novembro de 1830, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Santa Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima estava de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos um outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruzinha de ouro. Dos dedos das suas mãos, que de repente encheram-se de anéis com pedras preciosas, partiam raios luminosos em todas as direções e, num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor.
Santa Catarina Labouré relatou assim sua visão: "A Virgem Santíssima baixou para mim os olhos e me disse no íntimo de meu coração: Este globo que vês representa o mundo inteiro (...) e cada pessoa em particular. Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem. Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa. Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval, no qual em letras de ouro se liam estas palavras que cercavam a mesma Senhora: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Ouvi, então, uma voz que me dizia: Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança. "
Então o quadro se virou, e no verso apareceu a letra M, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo da letra M estavam os corações de Jesus e sua Mãe Santíssima. O primeiro cercado por uma coroa de espinhos, e o segundo atravessado por uma espada. Contornando o quadro havia uma coroa de doze estrelas.
A mesma visão se repetiu várias vezes, sobre o sacrário do altar-mor; ali aparecia Nossa Senhora, sempre com as mãos cheias de graças, estendidas para a terra, e a invocação já referida a envolvê-la.
O Arcebispo de Paris, Dom Quelen, autorizou a cunhagem da medalha e instaurou um inquérito oficial sobre a origem e os efeitos da medalha, a que a piedade do povo deu o nome de Medalha Milagrosa, ou Medalha de Nossa Senhora das Graças. A conclusão do inquérito foi a seguinte: "A rápida propagação, o grande número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e graças singulares obtidos, parecem sinais do céu que confirmam a realidade das aparições, a verdade das narrativas da vidente e a difusão da Medalha".
Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é a mesma Nossa Senhora das Graças, por ter Santa Catarina Labouré ouvido, no princípio da visão, as palavras: "Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens."