Palavra do Bispo: Deus é pai, modelo perfeito de paternidade
Artigo de Dom Francisco Carlos Bach para o mês de agosto de 2024
09.08.2024 - 13:32:37

No mês de agosto celebramos o dia dos pais. Eles merecem todo nosso amor e orações pela vida que nos deram e pelo carinho com que nos educaram. Contudo, todo amor paternal tem como raiz o amor pleno e absoluto do “Papai do céu”. A figura de Deus como Pai é uma experiência que começamos a fazer em nossa família, percebendo o amor de nossos pais e refletindo sobre a vida, dom de Deus. Ela é uma participação na vida divina. Além disso, Ele nos deu toda a maravilha da criação, que manifesta o seu poder e o seu amor pelo ser humano. E ao término dos milhões e milhões de anos que toda essa obra demandou, descritos pelo Gênesis como dias sucessivos, "Deus viu que tudo era muito bom" (Gn 1,31).
Trazemos em nós a semelhança de Deus. O Papai do céu nos educa constantemente. Passo a passo, à medida que os anos avançam, faz aflorar em nós seus próprios traços, implantados em nosso ser. Somos um tesouro de potencialidades, de recursos, de qualidades, que precisam ser "tiradas para fora". Este é o significado do verbo "educar" (educere). São Paulo afirma que isto se realiza à medida que deixamos o Espírito Santo agir, fazendo transparecer em nós a face de Deus, de forma sempre mais visível (cf. 2Cor 3,18), amadurecendo nossa personalidade.
A pedagogia divina aparece ao longo da história humana, sobretudo na Sagrada Escritura. Nela, Deus se revela como Pai, se comunica conosco através da criação e através de nossos semelhantes, fazendo uso de imagens, de mensagens, de acontecimentos. Ele é comunicativo por excelência, pois o amor tende a comunicar-se, a irradiar-se. Deus é amor (cf. 1Jo 4,8-16). Começando por nossos primeiros pais, passando por gerações de Patriarcas e de Profetas, Deus falou de muitas maneiras, e ultimamente, falou-nos por seu Filho (Hb 1,1-2). Desta forma, ele exprime quem é, e nos convida a segui-lo para que sejamos felizes. Este caminho é traçado por sua lei inscrita em nossos corações e expressa nos mandamentos. O salmo nos recorda: “Felizes os que procedem com retidão, os que caminham na lei do Senhor" (Sl 119, 1). Logo, a lei natural e divina jamais podem ser olhadas como coisa odiosa. É presente de Deus para que caminhemos em direção a Ele, no cumprimento de sua vontade, na qual está nossa plena realização como pessoas: amá-lo sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (cf. Mc 12,30-31). A partir destes dois mandamentos, desdobram-se todos os demais.
Para ser bons filhos do Pai, nosso modelo é o Filho de Deus: ouvir sua voz e seguir seus exemplos. Jesus nos ensina como ser bons filhos. Sua vida é marcada por uma "obsessão" da presença do Pai, no sentido positivo de uma união eterna, contagiante e transformante. Essa transformação ocorre no sentido do aperfeiçoamento humano, porque, enquanto Deus, o Filho é absoluta e infinitamente perfeito. Nós não somos filhos de Deus por direito, mas por adoção, em Jesus. Nele nós temos, pelo dom do Espírito Santo, a garantia de ser admitidos, um dia, na casa do Pai, pois Jesus foi antes para nos preparar esse lugar (cf. Jo 14,2-3). Se prestarmos atenção aos fatos que ocorrem em nossas vidas, percebemos que Deus nos educa, inclusive através dos sofrimentos da vida. Ele é o pedagogo por excelência, modelo de paternidade. Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome...
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Fonte Dom Francisco Carlos Bach
