Palavra do Bispo: Evangelizadores com amor incondicional a Cristo, a Palavra de Deus
Artigo de Dom Francisco Carlos Bach para o mês de novembro de 2023
01.11.2023 - 17:11:47

O Sínodo em Roma, acontecido em sua primeira sessão no mês passado (outubro/2023) particularizou necessidades a serem implantadas ou aprofundadas na Igreja, a partir de três questões prioritárias ligadas aos três temas principais: crescer em comunhão, acolhendo a todos, sem excluir ninguém; reconhecer e valorizar a contribuição de cada pessoa batizada em vista da missão; e identificar estruturas e dinâmicas de governança por meio das quais articular ao longo do tempo participação e autoridade em uma Igreja sinodal missionária.
A sinodalidade pressupõe fundamentos. Entender a Igreja de Jesus supõe necessariamente ter conhecimento da vontade de Deus para o ser humano. Por amor divino fomos criados, chamados a viver no amor e eternamente a conviver no amor do próprio Deus. Somos portadores da semente da eternidade, como nos lembra a comemoração de todos os fiéis defuntos no dia 2 de novembro. Nossa fé baseia-se e pressupõe a vida eterna em Deus. Ao ser enviado pelo Pai, no Espírito Santo, Jesus Cristo, o filho de Deus, veio ao nosso encontro não só para dar um novo sentido à nossa vida, mas particularmente para nos ajudar a conseguir a vitória sobre o pecado e sobre a morte. Ele nos convida a participar de sua ressurreição para, então, podermos contemplar “o que Deus preparou para os que o amam... é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu” (1 Cor 2,9).
Os valores apresentados por Jesus no seu Evangelho têm peso de eternidade. Jesus instituiu a sua Igreja para que ela continuasse a missão que ele próprio havia recebido do Pai. O Evangelho de Jesus seria mutilado e a comunidade eclesial perderia sua razão de ser se ignorasse a dimensão da eternidade. Porém, reduziríamos a vida e a mensagem de Jesus se desconsiderássemos o aqui e o agora da nossa história. Colocar-se a serviço do Reino, no seguimento de Jesus e missionariedade, é não só ajudar cada pessoa a aproximar-se de Deus, mas igualmente trabalhar pela justiça, por um mundo onde sejam possíveis as condições de uma vida digna para os filhos de Deus.
Não ignoramos que a cultura hodierna, como toda a cultura, promove ideias e valores que muitas vezes estão em contraste com aqueles vividos e anunciados por nosso Senhor Jesus Cristo. Estas são apresentadas com um grande poder persuasivo, revigorado pelos meios de comunicação e pela pressão social de grupos hostis à fé cristã. Uma certeza nós temos: Deus quer contar conosco para que sejamos os continuadores da missão do seu Verbo.
Tendo presente a dimensão do tempo e da eternidade, cabe-nos encontrar os melhores caminhos para evangelizar, já que somos corresponsáveis pela missão da Igreja, convocados pelo próprio Jesus Cristo. Conscientes disto, realizamos assembleias paroquiais, comarcais e diocesanas. Nestas assembleias, em caminho comum e com a participação de todos, em sinodalidade, definimos a vida evangelizadora na Diocese de Joinville, a partir das realidades locais. Mas só organização não basta!
Nunca esqueçamos que só teremos sucesso na ação evangelizadora se estivermos unidos ao Senhor Jesus, a Palavra do Pai. Uma certeza nos anima: não estaremos sozinhos, ele caminhará conosco. O sucesso apostólico do empreendimento de evangelização exige igualmente a eclesialidade da participação, comunhão e missão. Na diversidade de nossas personalidades e carismas, pedimos ao Espírito Santo o dom da unidade, relembrando a oração do próprio Jesus: “Pai, que todos sejam um” (Jo 17,21).
Quer receber notícias da Diocese de Joinville pelo WhatsApp?
Clique aqui e se inscreva na nossa lista de transmissão.
Clique aqui e se inscreva na nossa lista de transmissão.
Fonte Dom Francisco Carlos Bach
