Palavra do arcebispo: A vivência quaresmal no Jubileu 2025
Artigo de Dom Francisco Carlos Bach para o mês de março de 2025
06.03.2025 - 13:31:05

O Jubileu 2025, proclamado por meio da Bula “Spes Non Confundit” (A Esperança não decepciona), tem como tema a esperança e se propõe a ser um tempo de reconciliação e renovação espiritual para todos os cristãos e para a sociedade. O Papa Francisco deseja que este seja um momento em que os fiéis repensem suas vidas e coloquem a reconciliação com Deus e com o próximo no centro de suas ações. Ele enfatiza que o Jubileu de 2025 não se restringe a uma prática religiosa, mas busca também um impacto ético e social que transcenda as fronteiras da Igreja, promovendo a justiça, o perdão e a solidariedade entre os povos. Inegavelmente é um ano precioso para o fortalecimento espiritual de cada pessoa, onde essa possa “reencontrar a confiança necessária” e motivar-se a viver com entusiasmo e participação, preparando-se para bem celebrar, em 2033, a redenção que Cristo nos proporcionou a dois mil anos.
O tempo quaresmal é tempo propício para nos fortalecermos de esperança na misericórdia divina. A Quaresma é um tempo profundamente significativo para a conversão interior e o fortalecimento da relação com Deus e com o próximo. Os quarenta dias antes da Páscoa nos relembram a jornada de Jesus no deserto, onde Ele enfrentou tentações e fortaleceu sua missão. Também a nós, é tempo áureo para nos encher da verdadeira esperança cristã, que é confiança irrestrita no amor e na misericórdia de Deus.
A Quaresma é tempo essencial de conversão, reflexão e renovação espiritual. É oportunidade para deixar-se guiar pelo Espírito e viver uma verdadeira mudança interior em direção à ressurreição com Cristo. Não é mera prática ritual, mas um chamado para que cada fiel se aproxime mais de Deus e reavalie a própria vida à luz do Evangelho. Exige-se um coração humilde e disposto a ouvir o chamado de Deus, deixando-se renovar por Ele. É momento propício para “libertar-se das armadilhas do individualismo e da indiferença”, cultivando uma fé viva e ativa no serviço aos outros. É tempo oportuno para uma mudança interior verdadeira, pedindo perdão pelos próprios pecados e praticando o amor ao próximo, para que a Ressurreição possa ser celebrada com o coração transformado pela graça divina.
O jejum, a oração e a caridade são meios importantíssimos para transformar o coração, crescer em santidade e humildade, abrir-se ao próximo e fortalecer o compromisso com a justiça e a paz. O jejum é uma forma de disciplina espiritual que ajuda a desapegar-se das próprias vontades, redirecionando a vida para Deus e para o próximo. A caridade é uma expressão concreta do amor cristão, e a oração, momento de encontro íntimo com Deus, é o centro da vida cristã.
Qual é a importância do jejum neste tempo quaresmal e na vida cristã? O jejum vai além da mera renúncia física, pois é um ato espiritual profundo, um meio de purificação e de fortalecimento da alma, uma prática que abre o coração para uma relação mais íntima com Deus e que estimula a solidariedade com os que sofrem. O jejum deve ser acompanhado de oração e caridade, formando um tríplice caminho de conversão e amor ao próximo. O jejum permite ao cristão desprender-se das coisas materiais, redescobrindo o que é essencial e desenvolvendo uma sensibilidade renovada para os valores espirituais.
Mais do que isto, o jejum é também um ato de solidariedade que nos coloca em sintonia com os pobres e os famintos do mundo, inspirando-nos uma atitude de compaixão e generosidade. O jejum, ato de renúncia, não só fortalece a vida espiritual individual, mas também contribui para o bem comum, ajudando os cristãos a lutar contra o egoísmo e a desenvolver um coração misericordioso e atento às necessidades dos outros.
Ao concluir este artigo, deixo o convite para uma boa e santa confissão, sacramento que perdoa nossos pecados e nos torna participantes plenos do Povo de Deus. E neste Jubileu 2025 temos a graça das indulgências. Bom proveito!
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Fonte Dom Francisco Carlos Bach
