Palavra do arcebispo: Discípulos Missionários de Jesus em Jubileu
30.01.2026 - 16:20:56

Estamos vivendo o ano jubilar com o olhar fixo em Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, obedientes à missão que por Ele nos foi confiada. Como Maria, no Magnificat, a Igreja Arquidiocesana também proclama: “O Todo-Poderoso fez em mim grandes coisas. Santo é o seu nome, e sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem” (Lc 1,49-50).
Celebrar o Jubileu, segundo a tradição bíblica, é algo mais profundo do que celebrar um aniversário. Além de rememorar fatos cronológicos ou destacar a importância que uma determinada instituição teve ao longo de sua história, a celebração do Jubileu inscreve-se no horizonte da celebração de ação de graças a Deus. Celebram-se não os próprios méritos, mas a grandiosa e amorosa ação que Deus realiza em favor do seu povo, através de pessoas e fatos de nossa história.
Olhando para trás, na retrospectiva que nos permite saborear os dons de Deus, contemplamos nossa Diocese nos seus cem (100) anos de história, anunciando a fé, dinamizando a missão, suscitando o amor e a comunhão e gerando comunidades que celebram e vivem da Palavra e da Eucaristia. A evangelização é a nossa riqueza comum e também nosso desafio maior. Cada tempo exige descobrir novos métodos para tornar o cristão discípulo missionário de Jesus Cristo.
O lema escolhido para o Centenário é “Maravilhas fez conosco o Senhor” (Sl 126,3), com o objetivo de aprofundar seu caráter de gratidão e alegria cristã. Lembramos e agradecemos a Deus por colocar em nossa história dedicados e incansáveis trabalhadores do seu Reino, bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas, leigos e leigas, que deram o melhor de si e até suas próprias vidas na missão evangelizadora da Igreja. O modo mais eficaz de homenagear nossa Arquidiocese é continuar anunciando e testemunhando Jesus Cristo, assim como fizeram aqueles que vieram antes de nós.
Ao longo do ano jubilar, com maior devoção e participação, celebraremos a Eucaristia para mergulhar no mistério do Senhor e participar da sua missão realizada na história. Fazer memória de Jesus, na Eucaristia, é redescobrir a permanente presença de Cristo na sua Igreja. Na Eucaristia, somos enviados e reenviados para a missão, com força dinamizadora e criativa. O Senhor nos envia hoje com a mesma urgência que teve o Papa Pio XI, em 1927, ao criar a Diocese de Joinville.
Todo Jubileu inclui perdão dos pecados. O Santo Padre, para nos auxiliar no processo de conversão e experimentar a misericórdia divina no seu sentido mais profundo, nos concedeu a graça das indulgências plenárias que nos unem de modo mais perfeito à santidade do próprio Deus. Receber pessoalmente a indulgência plenária e ajudar outros fiéis a dela usufruir é direito e dever dos discípulos missionários, especialmente dos ministérios de específica consagração. O Livro do Levítico nos recorda: “O ano do Jubileu é sagrado para vós” (Lv 25,12a). É nossa missão torná-lo sagrado atribuindo ao Senhor as maravilhas realizadas na vida das pessoas a favor da instituição eclesial e comprometendo-nos a continuar o caminho evangelizador com entusiasmo e o ardor das origens e dos que nos precederam na fé.
A Igreja presente em todo território Arquidiocesano está vivendo um momento significativo de sua história, um verdadeiro kairós, impregnado de graças e bênçãos. “Este é o tempo favorável, este é o dia da salvação” (2Cor 6,2). Recordo as palavras de João Paulo II na Bula de Proclamação do Grande Jubileu do ano 2000: “O tempo jubilar faz-nos ouvir aquela linguagem vigorosa que Deus usa, na sua pedagogia de salvação, para impelir à conversão e à penitência... os cristãos sentem-se revigorados com a certeza de levarem ao mundo a luz verdadeira, Cristo Senhor”. Somos discípulos missionários da comunhão e da esperança. Peçamos que o espírito do Senhor se faça presente em nós e possamos, com alegria e ardor, proclamar um ano da graça do Senhor!
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Fonte Dom Francisco Carlos Bach
