Palavra do arcebispo: a experiência pascal da esperança no Jubileu 2025
Artigo de Dom Francisco Carlos Bach para o mês de março de 2025
07.04.2025 - 13:59:51

A Bula do Papa Francisco, anunciando o ano santo de 2025, tem como mensagem central a esperança, tornando-se assim um momento importante de encontro vivo e pessoal com o Senhor Jesus, «porta» de salvação (cf. Jo 10, 7.9); com ele, que a Igreja tem por missão anunciar sempre, em toda a parte e a todos, como sendo a nossa esperança (1 Tm 1, 1). Porque Jesus Cristo é nossa esperança? Porque morreu por nós, cumprindo a vontade do Pai, e ressuscitou. É a força esplendorosa da Páscoa. É nosso Senhor e Salvador! A esperança nasce do amor e funda-se no amor que brota do Coração de Jesus transpassado na cruz: «Se de fato, quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com ele pela morte de seu Filho, com muito mais razão, uma vez reconciliados, havemos de ser salvos pela sua vida» (Rm 5, 10). Na sua mensagem deste ano para o Dia Mundial das Comunicações, o Papa Francisco afirma: “A esperança dos cristãos tem um rosto: o roso do Senhor ressuscitado!"
“Jesus morto e ressuscitado é o coração da nossa fé. São Paulo, ao enunciar este conteúdo em poucas palavras, usa só quatro verbos, transmite-nos o «núcleo» da nossa esperança. «Transmiti-vos, em primeiro lugar, o que eu próprio recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; apareceu a Cefas e depois aos Doze» ( 1 Cor 15, 3-5). Cristo morreu, foi sepultado, ressuscitou, apareceu. Por nós, passou através do drama da morte extremamente dolorosa. O amor do Pai ressuscitou-o na força do Espírito, fazendo da sua humanidade as primícias da eternidade para a nossa salvação. A esperança cristã consiste precisamente nisto: face à morte onde tudo parece acabar, através de Cristo e da sua graça que nos foi comunicada no Batismo, recebe-se a certeza de que «a vida não acaba, apenas se transforma», [15] para sempre. Com efeito, sepultados juntamente com Cristo no Batismo, recebemos n’Ele, ressuscitado, o dom duma vida nova, que derruba o muro da morte, fazendo dela uma passagem para a eternidade” (Spes non confundit, n.20).
A Páscoa é o centro da fé cristã, o momento culminante da história da salvação. É a festa da vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o pecado. Na ressurreição de Cristo, vemos cumprida a promessa de Deus: a humanidade não está destinada à escuridão do túmulo, mas à luz da vida eterna. Cristo, com sua Paixão e Cruz, revelou o amor infinito do Pai. Na ressurreição, Ele abriu para nós as portas do Céu, oferecendo-nos uma esperança que não decepciona. Como cristãos, somos chamados a viver essa esperança, testemunhando-a com nossa vida. A Páscoa nos convida à conversão e à reconciliação. O Cristo Ressuscitado nos pede que sejamos construtores da paz, mensageiros da misericórdia, promotores da justiça. Somente vivendo o Evangelho em sua plenitude podemos irradiar ao mundo a alegria pascal.
O Papa Francisco tem enfatizado a importância da Páscoa e da misericórdia em suas mensagens. Ao abrir a Porta Santa da Basílica de São Pedro, ele declarou: “Ancorados em Cristo, cruzamos o limiar deste templo santo e entramos no tempo da misericórdia e do perdão, para que a cada homem e a cada mulher seja aberto o caminho da esperança que não desilude. E, em audiência jubilar recente, Francisco destacou o poder transformador da misericórdia, citando o exemplo de Maria Madalena: “A misericórdia muda o coração e recoloca a vida nos sonhos de Deus”. O Senhor está sempre à nossa espera para conceder-nos sua misericórdia infinita.
Georges Chevrot, sacerdote francês e grande pregador, falecido em 1958, ao aprofundar tal tema afirmava: Cristo “fez-nos recuperar o estado sobrenatural em que Deus tinha criado o homem. Tornamo-nos novamente filhos adotivos de Deus. A partir de agora participamos da vida divina do nosso Irmão (Cristo) ressuscitado. Se cremos n’Ele, se aderirmos a Ele sob o signo do Batismo, se nos incorporarmos a Ele sob o signo da Eucaristia, se, assentindo à sua palavra nós a pomos em prática, formamos com Ele um só corpo, a Igreja dos Ressuscitados... Graças ao seu triunfo somos pecadores perdoados, mortais destinados a ressuscitar”.
E a misericórdia divina se faz presente na morte e ressurreição de Jesus. Não haveria esperança sem os eventos que contemplaremos no Tríduo Pascal. É um tempo de graças, a ser vivido com plenitude. Que esta Páscoa renove nossos corações e fortaleça nossa fé. Cristo ressuscitou! Aleluia!
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Fonte Dom Francisco Carlos Bach
