Coração manso e humilde: veja o que a Solenidade ao Sagrado Coração de Jesus tem a nos ensinar
A solenidade é celebrada nesta sexta-feira (12). Conheça a devoção em nossa arquidiocese
12.06.2026 - 08:00:00

Nesta sexta-feira (12), celebramos a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, uma data móvel que ocorre sempre na segunda sexta-feira após Pentecostes. A primeira Missa dedicada à solenidade foi presidida pelo Padre São João Eudes, em 1672.
Ao longo do ano, todas as primeiras sexta-feiras é celebrada a memória votiva ao Sagrado Coração de Jesus, que nos ensina a sermos mansos e humildes de coração. A devoção à solenidade ganhou maior difusão em 1673, com a religiosa e Santa Margarida Maria Alacoque.
Com fama de grande mística, a santa recebeu a primeira visita de Jesus em 27 de dezembro de 1673. O Senhor convidou a religiosa a tomar o lugar de João, único apóstolo a encostar a cabeça no peito de Jesus, na celebração da Última Ceia, e disse: “Meu divino coração é tão apaixonado de amor pelos homens que, não podendo conter em si as chamas da sua ardente caridade, precisa da tua ajuda para difundi-las. Por isso, escolhi você para este grande desígno”.
Na segunda visão, Margarida viu o coração de Cristo em um trono de chamas, mais transparente que o cristal, circundado por uma coroa de espinhos. Já na terceira aparição, o coração de Jesus estava emitindo chamas por todos os lados, como uma fornalha.
Em sua quarta visão, Jesus pediu a Margarida que fosse instituída uma festa em honra do seu Sagrado Coração e orações em reparação das ofensas por Ele recebidas. A festa passou a ser obrigatória em toda a Igreja, a partir de 1856, por ordem de Pio IX.
O que é ser manso e humilde coração?
Ser manso e humilde é lavar os pés uns dos outros, mesmo daquelas pessoas que, de alguma forma, nos fizeram mal: “Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros” (Jo 13,14), porque “não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita” (Mt 6,3). Ou seja, é assumir a fraqueza humana, como força que vem da verdade pessoal. Também é rejeitar a violência, saber perdoar, ter a esperança na bondade de Deus e preocupar-se com o desamparo do outro.
Devoção ao Sagrado Coração de Jesus
O maior exemplo de devoção à solenidade fica em Joinville: o Santuário Sagrado Coração de Jesus, no bairro Bucarein. Com mais de cem anos de história, o santuário foi a segunda paróquia de Joinville, a pedido do Padre José Sundrup.
Em 1917, a paróquia foi transferida à Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus com administração do Padre Augusto Weicherding. Já a imagem do Sagrado Coração de Jesus chegou em 1919. Alguns anos mais tarde, em 1940, e já constituída como Matriz, foi celebrado o Natal na nova igreja, que ainda não estava finalizada. A paróquia ganhou sua primeira comunidade em 1965: São Judas Tadeu, no Itaum. Sete anos depois, a comunidade paroquial comemorou o cinquentenário e a ordenação do primeiro paroquiano — Padre José Chafi Francisco.
O Santuário Sagrado Coração de Jesus tornou-se santuário a partir do projeto estabelecido em 1999. Em 2006, a Paróquia já comemorava seus 90 anos de fundação e, em 2013, as comunidades São Judas Tadeu, Nossa Senhora do Rosário, Sagrada Família e Divino Espírito Santo deixaram de pertencer ao Santuário. Dois anos mais tarde, entre 2014 e 2015, uma nova reforma foi realizada em preparação ao Centenário: troca do piso, pintura, construção da Gruta Nossa Senhora Aparecida e as revitalizações do jardim e estacionamento. E, em 2016, o Santuário passou a fazer parte dos principais destinos de peregrinação da Arquidiocese de Joinville.
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Fonte Vatican News e CNBB
